20 de julho de 2018

Polvo Ensopado

Testei esta receita que comi com meus filhos em Fernando de Noronha (no Restaurante Chica da Silva, aliás, muito bom) usando minha panela de "slow cooking", para tentar entender o tempo certo para fazer o polvo. Ficou muito bom, e muito macio...

Ingredientes


  • Um polvo lavado e limpo de 1 quilo e meio (para 2/3 pessoas)
  • Três xícaras de tomates picados sem sementes e sem pele
  • Dois dentes de alho picados
  • Duas cebolas cortadas grosseiramente
  • Uma colher de sopa de paprica doce
  • Meia xícara de coentro picado, para finalizar (pode ser salsinha, para quem não gostar


A graça deste método é que ele é muito simples. Inicialmente, lavei bem o polvo para tirar a areia (algumas pessoas deixam uma meia hora de molho na água fria). Coloquei num recipiente e coloquei um pouco de sal moído, com dois dentes crus de alho esmagados, para dar um pouco de gosto, por uns 15 min.

Se estiver usando a panela de "slow cooking", ligue-a no modo refogar, o que é equivalente a colocar uma panela normal no fogo alto e deixar esquentar bem. Neste momento, colocar o polvo, muito rapidamente, só para dar uma cor, por dois ou três minutos, virando. Desligue a função "refogar" na panela e coloque em "slow cooking" (ou reduza o fogo alto para um bem baixo, numa panela normal). Acrescente os tomates e as cebolas e a paprica doce.

Deixei cozinhando em temperatura baixa por cerca de 3,5 horas, o que deve equivaler a uma hora e meia numa panela com fogo bem baixo. O importante é ir testando com um garfo a consistência, até ficar bem macio (cada polvo, conforme seu tamanho, vai ter um tempo diferente). Quando isso acontecer, retire o polvo da panela, corte-o em pedações e junte-o novamente ao molho. Acerte sal e pimenta e coloque o coentro (ou a salsinha) picado. Servir com arroz branco e farofa de dendê (que eu adoro).

17 de julho de 2018

Salada de Galinha do Bibi Sucos


Gosto muito de ir comer no Rio os sanduíches do Bibi Sucos, particularmente o de galinha (gosto no pão árabe). Comprei uma panela de “slow cooking”, e resolvo testá-la para fazer a receita.

Ingredientes


  • Uma bandeja de peito de frango (uso Korin)
  • 750 ml de caldo de galinha
  • 1 xícara de cebola picada
  • Meia xicara de salsinha picada
  • 3 ou 4 colheres de sopa de maionese
  • 1 colher de sopa de mostarda Dijon, mais uma para marinar o frango
  • 1 xicara de vinho branco e 3 dentes de alho picados, para marinar

Deixar o frango marinando algumas horas no vinho branco com alho e uma colher de sopa de mostarda. Retirar e salgar os frangos a gosto. Refogar uma panela os files de frango cortados em tiras, por alguns minutos, até perder a cor rosada. Colocar na panela de “slow cooking, a temperatura baixa, com a cebola refogada e o caldo, e deixar cozinhar por 4 horas.

Retirar da panela, desfiar os frangos, temperar com maionese, mostarda e salsinha. Servir com pão árabe quente.

25 de junho de 2018

Pipoca Doce do Chico






















O Chico, pipoqueiro da porta do Santa Cruz, tem uma pipoca doce famosa, e que aprendi com ele neste final de semana na festa junina dos meus filhos lá.

Ingredientes (quantidades aproximadas, ele fez tudo de olho)

Uma xícara de milho para pipoca
Meia xícara de óleo de milho
Três xícaras de açúcar
Três colheres de sopa de mistura de pipoca vermelho de morando “Iceberg”
Duas colheres de sopa de emulsão de coco "sorcre" também da “Iceberg”
Meia xícara de água

A panela para fazer a pipoca é bem importante, assim como ter um fogo forte. O Chico tem um fogareiro bem forte, e uma panela grande de ferro com a manivela que gira por fora.

Colocar a panela no fogo alto, com o milho e o óleo. Misturar alguns segundos, para esquentar um pouco. Colocar o açúcar e os outros ingredientes, e ficar misturando até as pipocas estourarem. 

Sucesso garantido.

12 de junho de 2018

Salada de Batata com Camarão da Romilda



A cozinheira da avó da Pat tem alguns pratos fora de série, que comemos muitas vezes quando vamos para o Rio. Um deles é esta salada de batatas com camarão, que todos adoram. Um dos segredos, segundo a dona Pola, é usar batatas Asterix.

Ingredientes:


  • 1 kg de batatas "Asterix" descascadas e cortadas em cubos
  • 300 g de camarões pequenos, limpos e sem o rabo
  • 1 xícara de cebola picada
  • 1 xícara de salsinha picada
  • 1 xícara de cebolas, cortadas também em cubos
  • 1/2 xícara de azeite de oliva
  • 1 xícara de maionese



Ferver a cenoura com água e sal até ficar macia. Escorrer. Cozinhar as batatas em um pouco de água e sal, por 2 minutos. Colocar o camarão, e esperar ferver mais cerca de um minuto (o tempo depende do tamanho do camarão, quanto maior, mais tempo) e escorrer. Misturar um a um a cebola, o azeite, cenoura, salsinha, azeite e maionese, e esperar esfriar. Acertar sal e pimenta, se necessário. Resfriar na geladeira antes de servir.


16 de janeiro de 2018

Notas da Nova Zelândia



Passamos férias incríveis na Nova Zelândia agora em janeiro, organizada por nosso amigo Gian, da agência Venturas. Exploramos muitos lugares interessantes, com uma comida bem diversificada. Apesar do país ser muito conhecido pelo cordeiro, que de fato é muito bom, ficamos muito surpreendidos pela comida asiática em geral, pois o país se tornou um destino muito comum para japoneses e chineses. A carne lá, Black Angus, também é muito boa. Seguem alguns destaques da nossa viagem:

Soul (Auckland) – Uma indicação que trouxemos do Brasil, restaurante na beira do porto com pratos bem interessante, comemos no terraço num dia lindo de sol. O Artur comeu uma carne muito boa, e no fim foi o restaurante que ele mais gostou na NZ. Bons vinhos também.

Grand Harbour (Auckland) – Um lugar que descobrimos meio por acaso, chinês super autentico, daqueles com um monte de aquários e bichos vivos. Comemos um Pato de Pequim excelente, pena que era tão grande, senão teria pedido um monte de outras coisas.

Cable Bay Vineyards (Auckland) – Fomos passar o dia na ilha de Waiheke, uns 40 min de ferry de Auckland e marcamos um almoço nesta vinícola. O Lugar tem um astral muito legal, um gramado enorme e vinhos ótimos. Alugamos bicicletas para dar uma volta, mas a vinícola fica uns 15 minutos a pé do ferry.

Terrace Kitchen (Rotorua) – Não foi muito fácil achar um lugar bom para comer em Rotorua, que não é uma cidade muito bonita, apesar de ter coisas bom interessantes. Haviam nos indicado uma rua chamada “Eat Street”, que aparentemente é nova, mas não curtimos. Aí descobrimos este lugar, que tem um cordeiro incrível, para 4 pessoas (que comi eu e o Pedro!!). Vale reservar e já pedir o prato, pois demora 40 minutos.

Capers (Rotorua) – Outro achado em Rotorua, um dinner bem transado e que abre todo dia, adoramos o lugar, ótimo “Eggs Benedict”.


Fiddlestick (Christchurch) – Curti muito esta cidade, que foi bem destruída não faz muito tempo por um terremoto. O restaurante é muito bom, todos os pratos estavam ótimos. Lembro de um salmão com maionese de wasabi, e um hummus com cebola caramelizada e zattar. Vinhos também ótimos (tomamos muito ao longo da viagem sauvignon blanc neozelandês, um melhor do que o outro, mas neste dia tomamos um Shiraz da casa, que estava excelente).

Kendi (Christchurch) – de toda a lista este foi o único que não fomos, mas foi indicado por nossa guia de trekking em Mount Cook (que era japonesa), que disse ser um dos melhores da NZ.

The Old Mountaneers (Mount Cook) – Mount Cook é meio uma cidade de um hotel só, e o restaurante é aparentemente muito ruim, tipo bandejão. Descobrimos antes de ter que entrar nessa que tinha um pequeno café/pizzaria a uns 300 m do hotel, e comemos lá muito bem, super cheio, e com um visual da montanha.


Kika (Wanaka) – Nos foi dito que este é um doa melhores restaurantes da NZ, e de fato, a comida estava fora de série. O lugar é muito charmoso, só que eles não aceitam reserva, e todos ficam do lado de fora esperando uma mesa, tomando drinks (muito bons) e comendo alguns aperitivos. Lembro que comi um frango assado espetacular, e que o cordeiro (tipo uma paleta) estava com uma cara muito boa também. Adoramos.

Tanoshi (Queenstown) -  Foi um dos restaurantes que mais curti na viagem. Apesar de bem casual, é um japonês bem autentico, apesar de não ser sushi bar, com vários pratos interessantes e uma boa carta de saquês.

Madame Woo (Queenstown) – Restaurante chinês/malaio bem badalado, e muito bom também. A Chef aparentemente faz parte do Masterchef NZ.


Patagônia Ice Cream (Queenstown e Wanaka) – Sorveteria incrível em Queenstown, imperdível.

29 de dezembro de 2017

Batatas Fritas da Bisa



As melhores batatas fritas do mundo são as feitas pela avó da Pat, Dona Pola, que com quase 90 anos nunca perde a oportunidade de fritar uma batata para os netos e bisnetos. De acordo com meu filho Artur, não são só as melhores batatas fritas, mas a melhor comida do mundo!!

Ingredientes


  • Um kg de batatas, de preferência Asterix
  • Óleo para fritar, de preferência Canola


Descascar e cortar as batatas em tiras diretamente numa panela com água. Colocar sal. Colocar no fogo e, quando ferver, retirar e escorrer. Esperar alguns minutos para secar. 

Numa frigideira com óleo quente, pré-fritar por 5 minutos, retirar e reservar. Na hora de servir, colocar novamente na panela com óleo quente (mais quente que da primeira vez), por cerca de mais 10 minutos, até ficar dourada. Retirar e passar num papel para escorrer, servindo ainda quente.

Costeletas de Cordeiro Com Risoto a Milanesa



Comprei algumas vezes de um fornecedor de meu amigo Marcos Gomes costeletas de cordeiro importadas do Chile, realmente muito boas e muito diferentes de tudo que já comi por aqui. Assim, resolvi fazê-las na casa de meu irmão na praia, neste final de ano, acompanhadas de um risoto que por ser bem neutro funciona muito bem como acompanhamento (apesar de fazermos ele muitas vezes em casa como um prato de ultima hora, pois sempre temos os ingredientes a mão. Minha sobrinha Luisa foi minha assistente neste almoço e praticamente fez o risoto sozinha...

Ingredientes


  • Costeletas de Cordeiro de preferencia importadas, cerca de 300 g por pessoa
  • Arroz Carnaroli (cerca de 80 g por pessoa)
  • Uma colher de cafe de açafrão de boa qualidade, em "pistilos""
  • Uma cebola grande picada
  • Uma taça grande de vinho branco
  • 1,5 litros de caldo de legumes feito em casa
  • Manteiga (clarificada, se disponível)
  • Queijo pecorino ralado


Desta vez fizemos as costeletas na churrasqueira, somente com sal grosso moído, mas já fiz na frigideira e ficou muito bom também (neste caso, deixe o forno ligado a uma temperatura de 200 C e após selar as costeletas, sempre cortadas individualmente, deixe mais 2 a 3 minutos no forno.

Antes de começar a preparar o o arroz, é importante pegar o açafrão e coloca-lo por alguns segundos na frigideira seca no foco, até que ele solte um leve aroma e fique "quebradiço". Tome cuidado, pois ele é muito sensível, queima muito fácil. Deixe esfriar e coloque num papel alumínio, dobrado, e bata com algo duro, como um rolo de macarrão ou um batedor de carne, com um pano por baixo, para ele virar pó. Podemos alternativamente usar um pilão, se disponível. Reservar.

Para o risoto, o processo não tem muito segredo, só requer um pouco de paciência, pois temos que mexer o arroz o tempo todo. Refogar a cebola na manteiga clarificada, com um pouco de azeite. Colocar o arroz e deixar um minuto no fogo, mexendo sempre. Colocar a taça de vinho e mexer ate o arroz incorporar tudo. Ir colocando o caldo fervendo, de concha em concha, por cerca de 16/18 minutos.

No meio deste processo, colocar o açafrão moído e colocar mais caldo, sempre misturando. Isso vai dar uma cor linda no arroz. Quando estiver quase no ponto (gosto do arroz bem duro), colocar uma dose generosa de queijo pecorino, misturar bem, acrescentar mais uma ou duas conchas de caldo, uma colher de sopa grande de manteiga clarificada, desligar o fogo e deixar mais alguns minutos, antes de servir. Ralar mais queijo sobre o prato antes de levá-lo para a mesa.





26 de julho de 2017

Bolo de Maçã e Canela da Supplier

Servimos aqui no meu trabalho todo dia um bolo diferente, e consegui a receita do bolo que mais gosto, de maçã e canela.

Ingredientes


  • 140 g de ovo
  • 110 g de maçã
  • 80 g de óleo
  • 190 g de açúcar
  • 123 g de farinha de trigo
  • 13 g de fermento químico
  • Canela e mais m pouco de açúcar para polvilhar


Bater no liquidificados as cascas de maçã, os ovos, o óleo, o açúcar e a farinha de trigo. Misturar com a maçã picada em uma tigela, até a mistura ficar homogênea. acrescentar o fermento e misturar ligeiramente.

Untar a forma com gordura vegeta, óleo e farinha de trigo. Assar no forno por 40 minutos a 160 graus. Retirar do forno e esperar esfriar para desformar. Polvilhar com açúcar e canela antes de servir.

20 de julho de 2017

Sopa de Cebola do meu Pai


Fui jantar na casa do meu pai ontem, numa noite bem fria de julho, e ele fez (junto com uma torta de camarão incrível) uma sopa de cebola ultra simples, e ao mesmo tempo muito leve, pois não leva queijo nem leite.

Ingredientes


  • 2 kg de cebolas cortadas em pedaços grandes
  • 2 litros de caldo de galinha, de preferência feito em casa
  • Um pouco de manteiga (se tiver clarificada, melhor)
  • Uma colher de chá de tomilho


Refogar a cebola na manteiga em uma panela grande, até amolecer e ficar transparente. Colocar o caldo e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos em fogo baixo. Reservar metade da cebola e bater o restante com o caldo até formar um creme homogêneo. Misturar a celola reservada, o tomilho, acertar sal e pimenta e servir bem quente.


19 de julho de 2017

Vieiras

Fiz um jantar durante as férias na casa de meus amigos Ana e Ari, em Scarsdale (NY), e como parte do programa fomos ao Whole Foods de lá antes (que aliás é impressionante!) para procurar alguns ingredientes para este jantar. Passando pela peixaria, vi que eles tinham vieiras muito grandes e frescas (aqui, por algum motivo, elas vêm congeladas).

Foi para mim um prato memorável, poi acabamos comendo tudo (comprei quase um quilo) só entre eu, o Ari e meu amigo Schott, que também mora lá.

Ingredientes


  • Vieiras muito frescas e de preferencia grandes
  • Manteiga Clarificada (Ghee)
  • Sal e pimenta moídos a gosto
  • Paprica doce (opcional)


Para minha sorte o Whole Foods tinha manteiga clarificada, que é importante neste prato, mas que pode ser feita da manteiga normal, só dá um pouquinho de trabalho. Com manteiga clarificada, as vieiras ficam com uma cor linda, torradas por fora e no ponto carto por dentro.

Assim, nada mais simples, é só colocar algumas duas colheres de sopa numa frigideira grande no fogo médio e deixar alguns instantes até esquentar (tome cuidado poi fica muito quente) salgar e colocar rapidamente um pouco de pimenta nas vieiras e colocá-las na frigideira, e virá-las quando estiverem douradas. Tome cuidado para não deixar passar do ponto, devem levar cerca de 3 minutos de cada lado, dependendo do tamanho. Colocar um pouco de páprica para finalizar e servir.